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terça-feira, 21 de agosto de 2018

Viagem: Punta Cana é um dos melhores destinos para brasileiros no Caribe

Nas fotos: 01 - Eduardo Mate em Bávaro/ 02 - Vista Ilha Saona. Crédito: Eduardo Mate.

Um lugar paradisíaco e surpreendente, assim é Punta Cana, localizada na República Dominicana, país localizado na Ilha de São Domingos, onde também fica o Haiti, ambos banhados pelo Mar do Caribe e Oceano Atlântico na América Central. O roteiro e experiências relatadas aqui são com a opção com saída de São Paulo.

Ao pesquisar roteiros diferentes para a viagem, fomos apresentados para Punta Cana por um agente de turismo após pensarmos em ir para Cuba ou San Andrés, na Colômbia. Um dos atrativos é o preço similar, porém com infraestrutura hoteleira all-inclusive (alimentação e bebida inclusa) dos grandes resorts mundiais. Escolhemos ficar por oito dias com embarque no mês de novembro, sem saber que essa é a data de baixa temporada, o que barateia os custos da viagem. Uma curiosidade é que a temperatura é sempre quente, ou seja, não altera viajar em baixa temporada ou em alta, por isso, recomendo a primeira opção.

Na foto: Eduardo Mate na vista para o mar da praia de Bávaro.

Existem poucas opções de voos direto, por isso, fizemos conexão em Lima, no Perú. Ao todo o percurso foi de quase 12 horas até chegar ao aeroporto de Punta Cana. É importante frisar que apesar do sistema all-inclusive é preciso levar dinheiro extra, em dólar americano. Levamos US$ 200,00 (estávamos em dois) mais a quantia que precisa ser paga para o acesso na migração da República Dominicana. Sendo assim, não é preciso de visto para entrar no País. Também não há obrigação de vacinação, embora seja recomendado tomar a de Febre Amarela. Os brasileiros pegam uma fila diferenciada ao chegar no aeroporto, pois é preciso pagar a taxa de entrada no País de U$$ 10,00 por pessoa. Já os turistas de outras nacionalidades pagam a taxa apenas no momento da saída de Punta Cana.

A estrutura do aeroporto é simples, assim como toda a cidade por onde passamos. E sim, embora sejam remotas as chances de acontecer, pode ser que enfrente um furacão (chances entre junho e novembro). Mas por ser remota essa possibilidade, não atrapalha o passeio. A água na maioria da vezes é azul-turquesa com temperaturas muito agradáveis, independente da época do ano. A temperatura média anual da região é de 28 graus. Bom, né? Também existe a possibilidade de acontecerem chuvas devido ao clima tropical, mas na maioria das vezes elas são passageiras e o o céu azul logo reaparece.

Mapa do hotel

O resort escolhido foi o "Grand Palladium Bávaro Suites Resort Spa", localizado na praia de Bávaro (a melhor da região, quase sem algas no mar). Optamos pelo quarto "Luxury Junior Suite" quase na entrada da praia, onde no segundo andar havia uma varanda com jacuzzi e vista para o mar. A estrutura do resort conta com oito restaurantes à la carte, cinco restaurantes estilo show cooking, 22 bares (entre eles o Sports Bar), seis piscinas, um teatro, uma danceteria, um cassino, estrutura para esportes e brinquedos para as crianças. Importante frisar que o resort é dividido em cinco complexos (ver mapa acima). Nem todos possuem acesso um ao outro, sendo preciso verificar no site do hotel antes. Por isso todos os hóspedes usam uma pulseira de identificação. Existe ainda um "trenzinho" que faz o trajeto pelo resort durante as 24 horas do dia. Além disso, é comum dar caixinha para os funcionários, embora só tenha dado ao colaborador que nos levou até nosso quarto na chegada. Afinal, para quem recebe em real, a conversão em dólar é cara (risos).

Nas fotos: Trenzinho do hotel e entrada do bloco do apartamento. Crédito: Eduardo Mate.

Os restaurantes e toda a infraestrutura do resort são surpreendentes. Todos os dias acontecem espetáculos diferentes no teatro. As apostas no cassino são pagas a parte. Assim como para utilizar o spa. Tudo vai muito bem só por estar ali. Mas havíamos comprado ainda um passeio externo (é possível adquirir outros no local). O principal é o da Ilha Saona, que apesar de dizerem ter sido ali que foi filmado o longa "A Lagoa Azul", a informação não procede. Ainda assim, vale o passeio, assim como o resort, all-inclusive

Saímos bem cedo, às 7h30, para esperar o ônibus com os demais turistas de outros resorts com o mesmo destino. Não é necessário levar muitas coisa e evite usar chapéu, pois certamente ele voará. Se puder, vá com algum trocado caso queira fazer massagem (maravilhosa, com óleo de coco) na ilha ou comprar a lembrança (uma foto colada em uma garrafa de rum) que entregam na volta. Aliás, o rum é uma bebida típica e com preço acessível, vale a pena trazer de lembrança (bem ao estilo "Piratas do Caribe"). Assim que chegamos na praia, após 40 minutos de ônibus, entramos na lancha, que em alta velocidade e com música vai até uma piscina natural no meio do mar. É possível encontrar algumas estrelas do mar, mas não é recomendável mexer nelas para tirar fotos, assim evitamos que elas morram. É preciso respeitar a natureza e todos os seres vivos (até por isso nos negamos a fazer o passeio dos golfinhos).

Nas fotos: vista do mar durante passeio. 

Após curtir o local, voltamos para a lancha até que enfim chegamos a Ilha Saona. No mar pisamos em pedras e conchinhas que doem o pé. Aproveitamos a água com a cor inesquecível do mar do Caribe. Almoçamos ali. Algumas mulheres dão uma amostra de seus dotes como massagistas afim de que você pague pela massagem completa. O instrutor sempre orienta para ficarmos todos juntos para ninguém ser esquecido para trás na hora de ir embora.


Na hora de voltamos fomos até uma lancha e em seguida, no alto mar, fomos transferidos para um catamarã. Chega a dar um pouco de medo, até por não saber nadar, mas tudo dá certo. Muita música e cerca de 2h em alto mar, com dança, bebida (inclusive rum) a vontade e interação. A cor da água impressiona pela tonalidade única do azul marinho. Entre as músicas, não se surpreenda em escutar o hit "Ai Se Eu Te Pego", de Michel Teló, ou o funk de MC Kevinho, "Olha a Explosão".

De volta a praia de Bávaro, outra dica é acompanhar o anoitecer de dentro do mar e posteriormente deitado na cadeira. É uma sensação de paz e que vale a pena pela beleza e céu estrelado. Normalmente há ainda casais que escolhem Punta Cana para realizarem cerimônias de seus casamento em plena praia. E mais, o Free Shop de Punta Cana é um dos que mais vale a pena comprar perfumes, pois os preços são mais atrativos. Lá, se chama "Duty Free Americas".

São milhares de dicas sobre Punta Cana, mas essa publicação já está grande, por esse motivo, se quiser saber alguma outra coisa ou tiver sugestão, escreva nos comentários. Boa viagem.

Panorâmica da pra de Bávaro. 

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Viagem bate-volta para Jundiaí por apenas 8 reais o trajeto

Relógio da estação de Jundiaí. Crédito: Eduardo Mate.
Nem sempre uma viagem precisa ser longa quando se está em situações normalmente ditas como adversas para relaxar, como em datas fora dos feriados prolongados, do período de férias ou quando se está com pouco dinheiro. É possível fazer viagens curtas e rápidas no mesmo dia, gastando pouco. A partir de agora pretendo contar parte dessas experiências, mesmo as que não sejam tão bacanas. Compartilhar essas dicas sempre são de importância, afinal, quem nunca faz aquela busca no "Google" antes de se encorajar para uma aventura nova?

O primeiro roteiro escolhido foi Jundiaí, uma cidade de interior que fica a 57 quilômetros de São Paulo. Eu e meu acompanhante decidimos não planejar o que fazer - embora isso não seja recomendado ao fazer qualquer viagem -, pois acredito que as vezes é bom não roterizar algumas coisas para ser surpreendido. Escolhemos o destino, entre outras coisas, pela curiosidade de andar na linha 7 (Rubi) da CPTM que saí da estação Luz, passando pela Barra Funda, com destino a Francisco Morato e interligação ao nosso destino escolhido, Jundiaí. Utilizamos o Bilhete Único, cuja passagem custa de R$ 4,00​ para ida e  R$ 4,00 para volta, ou seja, econômico desde o começo. 

O caminho é agradável, pois o horário e dia (domingo) não são de pico, logo o trem não é lotado. Ainda assim optamos em ficar de pé próximos da porta para poder apreciar com mais zelo as paisagens e locais por onde passamos. O trajeto total demora cerca de 1h30. Passamos pela região metropolitana de São Paulo, por bairros conhecidos como Lapa (é possível ver o Mercadão) e Vila Clarice, além de atravessar a ponte "Comunidade Húngara" sob o Rio Tietê. O transporte ainda passa próximo ao famoso Pico do Jaraguá. Nota-se ainda o desnível socioeconômico de moradias em cada região. Dentre as belezas, estão as paisagens da natureza. São montanhas cheias de árvores, áreas alagadas naturalmente, lagos e gado. Passamos ainda por dentro de um túnel antigo quando já estavamos no interior paulista após a troca de trem (no outro lado da plataforma) ao chegar na estação Francisco Morato. Seguimos por mais quatro estações em um caminho sinuoso até Jundiaí. A estação é clássica, como voltar ao tempo, com um lindo relógio.

Ao sair da estação nos deparamos com vários táxis e um terminal de ônibus da cidade logo em frente. Apesar do município passar por polêmicas em relação a regulamentação dos aplicativos de locomoção, decidimos optar por esse meio: mais seguro e econômico. Vale lembrar que apesar de termos como meta começar a viagem bate-volta às 8h30, nos atrasamos e chegamos em Jundiaí somente às 17h30. Andamos pela região até chegar em uma unidade do Sesc, que possui uma linda arquitetura de formato redondo. Mais tarde, após pegarmos dicas de onde jantar, eis que nos direcionamos até um local incrível chamado "Beco Fino". O point (quase como um condomínio ou uma vila) reúne várias opções de bares, restaurantes, buffet e até mesmo uma casa de boliche. Essa é uma ótima opção para fugir dos shoppings na hora de se alimentar. Ao caminhar subir suas ruas, andar pelo estacionamento e lembrarmos que o “Beco” parece um pouco lugares que já conhecemos no Chile, Argentina e Estados Unidos. Enfim, decidimos jantar na cantina e pizzaria “Verace”.

O local é agradável e aconchegante. Escolhemos uma mesa central no deck com vista para o local, possível ver o céu estrelado. Os garçons são educados e prestativos. Uma grande surpresa aos apaixonados por azeite: ao pedir pizza, eles deixam na mesa ao menos quatro tipos diferentes de azeite de oliva extra-virgem, como o português e o espanhol. Os sabores também são dos mais diversos e saborosos. Seguimos a sugestão do garçom e saboreamos o sabor "Caccio e Pepe", recheada com queijo muçarela de búfala, queijo brie francês, com cada fatia acompanhada de uma camada de geleia de pimenta levemente picante e gotas de azeite de tangerina. Uma delícia. O valor também é justo, cerca de 62 reais na pizza tamanho seis pedaços. Ao sair já eram quase 21h e fomos de volta para a estação da CPTM para fazer o caminho de volta. Passamos um final de tarde e noite no interior, com gasto aproximado de 85 reais por pessoa. Voltaremos mais cedo para apreciar outros lugares, como a dica que recebemos do Parque da Cidade. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

VIAGEM: Uma Nova Iorque inesquecível

Se você pretende fazer uma viagem internacional para os Estados Unidos e pensa em ir para a Disney ou Miami (tradicionais destinos de brasileiros), pare neste momento e não exclua a grandíssima Big Apple da sua meta.

Vou fazer uma série de postagens - a partir desta - com dicas e impressões que julgo relevantes para suprir as curiosidades e tirar falsas impressões desse encantador destino. 

Na foto: Eduardo Mate e ao fundo vista de Manhatan

Nova Iorque é a região mais povoada dos EUA, porém, isso não faz dela menos interessante e não, ela não é extremamente cara como alguns dizem. É verdade que a cotação do dólar está nas alturas e sempre instável, mas com planejamento é possível comprar dólares com boa cotação para sua viagem, que certamente será inesquecível.  

Quando dizem Big Apple (Grande Maça) para se referir a Nova Iorque pode haver outro motivo, mas para mim é devido a grandiosidade dos arranhas-céu de Manhattan. Pense numa região com quarteirões grandes e prédios enormes de São Paulo, pois bem, em Nova Iorque eles são muito maiores e ainda mais lindos. 

A locomoção pela cidade é fácil e o transito não é pior do que de São Paulos nos horários de pico (que atualmente são quase todos). Por isso opte em andar de metrô, onde é possível comprar um bilhete semanal por aproximadamente 30 dólares. O metrô é o melhor meio para se locomover, mas preciso avisar que é bom ter um mapa em mão, pois a extensão de suas linhas é tão grande que chega ser confusa e você pode se perder para sempre (brincadeira) nos trens e estações. Numa mesma linha, por exemplo, a vermelha, possui 3 destinos diferentes, ou seja, três linhas numa só. As informações não são tão claras, os vagões estreitos e se você for aventureiro pode ir de um vagão ao outro. A maioria das estações também possui wi-fi, o que é bom. Se você possui pavor de ratos, talvez prefira o trânsito, pois é frequente ver os ratos nas plataformas. Eles são grandes, mas quietos. Achei parecidos com o Lester do seriado "O Mundo de Beakman", o que deixou a experiencia mais divertida e agradável. 

Na foto: Lester do seriado 'O Mundo de Beakman'


Outra forma divertida de se locomover é com uma espécie de 'Tuk-tuk', mas que ao invés de motor é conduzida por um ciclista que pedala uma bicicleta com o carrinho onde os passageiros sentam atrás. A maioria das 'Tuk-tuks' se concentram no final da 5ª Avenida. Alguns dos motoristas gostam de correr entre os carros e fazer curvas intensas. Se você gosta de emoção ficará feliz com os carros do seu lado buzinando. O preço é de aproximadamente 3 dólares por minuto (mas você consegue negociar valor fechado até o local desejado). 

Na foto: Eduardo Mate em frente a faxada da loja Macy's e um táxi amarelo

Não deixe de andar nos tradicionais táxis amarelos. Quando não estiver trânsito vale mais a pena pelo preço. É costume americano dar caixinha para os motoristas, cerca de 20%. Diferente do Brasil, quase todos os táxis e tudo em Nova Iorque aceita cartão de crédito e antes que me perguntem, não, não parcelam (isso não existe lá). 

Essa é a primeira parte da publicações, nas próximas falarei sobre alimentações, compras, Broadway, curiosidades, Central Park, Estátua da Liberdade entre outros. 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

VIAGEM: Conheça os encantos do município de São Francisco Xavier, em SP

Se você estiver a procura de uma viagem rápida e próxima do município de São Paulo, onde a natureza, os encantos das águas e a gastronomia andam juntas, e que também seja um distrito charmoso, acolhedor e romântico, 'São Francisco Xavier' - no interior paulista de 'São José dos Campos' -, é o seu roteiro ideal. 


Vista das Montanhas de São Francisco Xavier - Crédito: Eduardo Mate
Esse encantador distrito entre as montanhas da 'Serra da Mantiqueira' reserva experiências especiais para casais, amigos ou para passeios em família. Entre tantas belezas, indico primeiramente uma visita a 'Cachoeira Pedro Davi', que é de graça. Aconselho uma caminhada até o local - prefira sempre fazer os roteiros a pé para aproveitar mais -, onde você poderá passar por trilhas e estradas em meio as árvores. 


Crédito: Eduardo Mate
Crédito: Eduardo Mate
Caso seja curioso, quando avistar uma placa 'Bruxinhas do Mato', siga ela (sem medo). Você saíra em um lugar especial para recarregar suas energias com banhos de ervas, massagens e ainda poderá fazer comprinhas de incensos divinos. 

Crédito: Eduardo Mate
Se você gosta de caminhar, vá a pé até a 'Truticultura e Restaurante Serra das Águas', são aproximadamente 8 Km de distância da matriz do distrito. Você passará por pontes, bifurcações, árvores, rios, estradas, igrejas e por um minúsculo vilarejo até chegar numa grande subida. Lá em cima você estará num lugar lindo, com um restaurante e alguns criadouros de Trutas. No local, siga uma trilha (meio arriscada por estar na beira de uma montanha e ser estreita num precipício) e sairá numa cachoeira pequena e linda. Com detalhes surpreendentes, como pedras pequenas amontoadas como se fossem casas de doendes ao longo do riacho que se forma. 

Crédito: Eduardo Mate
Crédito: Eduardo Mate
A própria cidade é muito acolhedora, com loja de artesanatos, duas igrejas, praças movimentadas, trailer com o tradicional "Bolinho Caipira" da região, pousadas e várias opções gastronômicas de ótima qualidade. São pizzarias, restaurantes com massas artesanais, bares e estabelecimentos que servem peixes e guloseimas. Destaco o "Photozofia", que além de um saboroso cardápio, ainda oferece um espaço fantástico para atrações artísticas. No piso superior, por exemplo, existe uma linda decoração. As fotos ficam ótimas e os momentos passados por lá ainda mais agradáveis. 

Crédito: Eduardo Mate

Essas dicas resumidas mostram como esse lugar é agradável, surpreendente e cheios de encantos. Realmente vale a pena visitar, seja para uma rápida viagem de final de semana ou para passar alguns dias. 

Crédito: Eduardo Mate