Cliente comprou carne à vácuo com data de validade alterada e produto estragado
Na última quarta-feira, 27, a jornalista Gisele Turteltaub comprou uma carne estragada e embalada à vácuo no hipermercado Carrefour, no bairro do Cambuci, em São Paulo. Gisele denúncia que a carne estava com alteração na etiqueta com o prazo de validade do produto - um pedaço de Capa de Filé da marca Friboi (foto). "Assim que abri a embalagem, o cheiro da carne podre tomou conta de toda a cozinha. Na mesma hora me dirigi ao atendimento ao cliente da unidade", relata a jornalista que teve o dinheiro pago pelo produto devolvido pela loja.
A carne, embalada à vácuo, estava com indicação de que havia sido embalada na própria quarta-feira, porém, segundo Gisele, era possível identificar que havia sido colada uma etiqueta por cima de outra, o que levantaria a hipótese de fraude no prazo de validade da carne colocada à venda pelo hipermercado. Além da jornalista, ao menos outros dois consumidores também reclamaram por terem adquirido peixes estragados na loja do Carrefour. Gisele registou reclamação na Vigilância Sanitária de São Paulo na manhã desta quinta-feira: "Com certeza eles alteram a etiqueta da data de embalagem", suspeita a jornalista.
Hipermercado vende carne estragada com etiqueta dentro do prazo de validade. Imagem: Reprodução Facebook.
O Carrefour já foi alvo de outras denúncias pelo mesmo motivo: venda de carne estragada. Através do site ReclameAqui, Nathani de Santo André (SP), afirmou no dia 20 de março: "Comprei uma carne estragada. No adesivo consta a data da fabricação 14 de março de 2013. Porém, no adesivo do frigorífico, que estava escondido em baixo da etiqueta e não tinha como visualizar, estava escrito que a data de fabricação real do produto era de dois meses antes, 16 de janeiro de 2013".
Em Goias, Luciana, também através do site ReclameAqui, registrou sua queixa no dia 12 de fevereiro: "Pela segunda vez tive um dessabor com o Carrefour. Comprei uma carne embalada à vácuo e ao chegar em casa e abrir a embalagem percebi, pelo forte odor, que a carne estava estragada".
O Portal Terra (clique aqui) fez reportagem em 2010 sobre a venda de carne estragada de uma loja do Carrefour em Goiânia. Segundo a matéria, mais de duas toneladas de alimentos vencidos e adulterados que eram comercializados pelo hipermercado foram apreendidos.
Ainda neste ano (2013), um vídeo publicado no Youtube (ver abaixo) do hipermercado Carrefour de Curitiba mostra um consumidor irritado após adquirir uma carne estraga.
Já na cidade do Rio de Janeiro, segundo o registrou de outro consumidor, o supermercado vendia bacon com vermes nas prateleiras. Assista as imagens publicadas no canal de Bruno Lage, no Youtube:
OUTRO LADO
Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa do Grupo Carrefour emitiu o comunicado abaixo: "O Carrefour esclarece que, logo que tomou conhecimento da manifestação da consumidora, prontamente prestou o atendimento e realizou o reembolso do valor do produto. A rede ressalta que, quando o produto é embalado a vácuo, traz as datas de fabricação e validade impressas pelo fabricante na própria embalagem. Quando o item chega às lojas, a rede acrescenta a etiqueta de preço, que registra também a data de conferência da pesagem do produto feita no ponto de venda. É importante ressaltar que todas as carnes bovinas adquiridas e comercializadas nas lojas da rede possuem o selo SIF - Serviço de Inspeção Federal. O Carrefour reforça que segue de maneira estrita as normas da Vigilância Sanitária e demais legislações vigentes, sempre buscando oferecer produtos de qualidade comprovada em todas as suas unidades".
Conheça melhor essa polêmica que aceita a morte como fator natural da vida
O tratamento paliativo é uma alternativa eficaz para pacientes que estão com diagnósticos terminais, em sua maioria esses pacientes são mantidos em leitos hospitalares e com tratamentos que no máximo conseguem estender a vida , mas não trazem a cura.
Os profissionais de medicina normalmente tratam a morte como um tabu e esquecem que ela é uma possibilidade natural da vida “Na faculdade de medicina é ensinado que os médicos devem salvar vidas, aceitar a morte é algo mal visto, tocar no assunto paliativo é como se fosse proibido”, afirma o psicólogo Francisco Carlos Gomes dos Santos.
Pensando nisso, surgiu na Europa a técnica paliativa, que tem como principais tarefas a minimização do sofrimento dos pacientes e seus familiares, aceitação e acompanhamento do processo de despedida e economia para a família que muitas vezes acabam endividadas com tratamentos que são ineficazes para a cura.
Segundo Francisco Carlos, o trabalho psicológico tem grande responsabilidade para o bem estar do paciente ainda em vida. “O principal trabalho com o paciente é referente o processo de luto, é um período complicado, damos então o direcionamento para que ele possa se despedir do mundo de maneira que não o faça mal e que resolva todas as situações pendentes”, afirmou.
A medicina paliativa trabalha com psicólogos que realizam o acompanhamento não apenas do paciente, mas de seus familiares que muitas vezes sofrem por viver um luto antecipado de seus entes queridos e também trabalha com médicos que são responsáveis pelo acompanhamento do paciente e do controle das possíveis dores que ele possa sentir nesse período, tornando esse um processo indolor.
Em São Paulo existe há dois anos a ONG Casa do Cuidar, fundada por dois médicos e dois psicólogos, a ONG (Organização não governamental) presta serviços de apoio a pessoas em situações terminais e a seus familiares. Todo processo de acompanhamento é feito gratuitamente e vem trazendo ótimos resultados “pretendemos ampliar nossos trabalhos para todo o Brasil, e agregar mais profissionais interessados”, disse Francisco, que é voluntário da Casa do cuidar.
A maneira encontrada para ampliar o conhecimento da técnica paliativa e derrubar os tabus impostos na medicina é a criação de palestras e congressos apresentando qual o resultado obtido e técnicas utilizadas. Assim mostrar que o foco dos médicos deve ser em propiciar aos seus pacientes uma ótima qualidade de vida, ao invés de estendê-la ignorando fatores bioéticos.
Respeitar o ser humano em suas mais amplas interpretações é uma das metas da medicina paliativa, não é necessário ampliar o momento de dor e de gastos quando se pode fazer daqueles últimos momentos os melhores já vividos por alguém, afinal a morte não deveria ser temida, mas respeitada como um processo natural da vida.