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quinta-feira, 4 de junho de 2009

FAMÍLIAS HOMOAFETIVAS PODEM ADOTAR?

Na véspera da 13ª Parada do Orgulho LGBTS que deve atrair 3,5 milhões de pessoas, assuntos como adoção por casais gays ainda geram muita polêmica.

Quando se fala em solidariedade e ajuda ao próximo, o brasileiro sempre é referência no assunto. Campanhas que envolvem boas ações, companheirismo e o sonho de um futuro melhor sempre são bem recebidas pela sociedade, que se empenha ao máximo para a concretização de um Brasil mais justo.
No entanto, estima-se que no Brasil existam mais de 80 mil crianças que moram em abrigos. A investigação da possibilidade de reinserí-las nas próprias famílias, muitas vezes impedem uma definição para seu futuro, o que muitas vezes reapresenta no crescimento nas próprias instituições sem saber o que é ter um pai ou uma mãe. Do ponto de vista jurídico, adotar é um procedimento legal que visa transferir os direitos e deveres de pais biológicos para uma família substituta.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não faz restrição quanto à opção sexual do adotante. A adoção será permitida desde que apresente reais vantagens para o adotando e ofereça ambiente familiar adequado. Porém, a Constituição Brasileira não reconhece o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Neste caso, apenas uma das pessoas do casal homossexual poderá assumir a paternidade adotiva da criança ou adolescente.
A justiça coloca muitas vezes questões éticas religiosas para tomar decisões em relação a este assunto, porém acaba esquecendo de analisar o que será melhor para aquela criança, e também qual a sua opinião sobre a questão. Será que deixá-las em um orfanato seria o melhor a fazer? - Muitas vezes as crianças que estão em orfanatos são rejeitadas por pais heterossexuais e pela sociedade que não tem interesse na adoção por fatos pequenos como a idade, cor, ou traumas psicológicos diversos.
As famílias homoafetivas, normalmente não se preocupam com esse tipo de detalhe e querem apenas expor seu amor a um ser humano. Por isso vemos que todas as crianças que conseguiram ser adotadas ou que convivem com pais homossexuais são felizes e, muitas vezes possuem uma ótima situação socioeconômica.
No âmbito escolar, não existe grandes problemas com a aceitação dessa formação de família, pois esse não é um motivo de vergonha para a criança que se sente segura com o amor prestado pelos pais. Porém, o preconceito pode sim ocorrer, mas esse somente tem início na cabeça dos adultos que não conseguem diferenciar a criação de uma criança, à homossexualidade dos pais. Para essas pessoas, se a criança que possui apenas mãe, ou vive em algum orfanatos pode ser influenciada em sua opção sexual.
Estudos apontam que não existe influência na sexualidade da criança ou adolescente, ainda mais pelo fato de que a homossexualidade não é doença – a própria ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece internacionalmente através de sua entidade OMS (Organização Mundial da Saúde), que homossexualidade não pode ter uma terminação em “ismo”, o que implica em doença e não em opção sexual.
O reconhecimento da formação familiar dos homossexuais fica cada vez mais conhecida, pesquisa revela que 58% dos brasileiros se declaram homofobicos (pessoas que são radicalmente contra os gays), no entanto medidas políticas vem sido tomadas, como exemplo vemos leis que criminalizam a homofobia e que legalizam de uma vez por todas a união civil entre homossexuais, ações que mostram o avanço na aceitação e desenvolvimento social.
A família homoafetiva é capaz de desenvolver a educação em seus mais diversos aspectos, e não gera influências ruins para uma criança em fase de formação. Apenas auxilia e permite um maior acesso aos sentimentos dos filhos e uma maior proximidade na relação familiar.


Veja vídeo do menino Terence, que canta uma música em homenagem a seus tem dois pais:

quarta-feira, 15 de abril de 2009

PROJETO DE LEI IMPEDE A DISTRIBUIÇÃO DE BRINQUEDOS EM REDES FASD-FOOD

Em trâmite na Câmara, projeto tem objetivo de preservar a saúde de crianças e adolescentes.

Um Projeto de lei da vereadora Sandra Tadeu (DEM) objetiva a redução na taxa de crianças e adolescentes com maus hábitos alimentares que, via de regra, levam a diversas doenças precoces.
Se o projeto for aprovado, o texto proibirá a comercialização de brinquedos ou distribuição de brindes em lanchonetes e redes fast-food do município de São Paulo. Essa medida é eficaz, uma vez que diversas crianças são conduzidas ao consumo de lanches, refrigerantes e batatas fritas (alimentos com altos índices de caloria) devido ao brinde que receberão. Essa é uma estratégia de marketing utilizada pelas empresas com um foco muito forte para jovens que estão em fase de desenvolvimento e, portanto, necessitam de uma alimentação mais saudável.
O consumo desse tipo de alimento desde cedo pode desencadear doenças como diabetes, problemas circulatórios e hipertensão, entre outros. O ponto crítico é que essas doenças são frequentemente adquiridas por jovens. Problemas que serão carregados ao longo da vida prejudicando a qualidade de um bem-estar físico e, até mesmo, social.
As redes de fast-food podem continuar a realizar seu marketing, mas de maneira apropriada para as crianças. O texto do projeto diz que se não forem cumpridas as exigências, as lanchonetes terão de pagar multa.
Para virar lei, o projeto ainda terá que passar pelas comissões técnicas da Câmara. Aprovado em plenário, seguirá para sanção do prefeito Gilberto Kassab (DEM).