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sábado, 4 de setembro de 2010

DIRETOR-GERAL DA OMC, PASCAL LAMY É O ENTREVISTADO DO PROGRAMA É NOTÍCIA

A entrevista será exibida com excluvidade neste domingo, dia 5, à 0h30, na RedeTV!
Classificação: Livre.
O jornalista Kennedy Alencar entrevistou o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy para o programa É Notícia, da RedeTV!. O encontro aconteceu na sede da OMC, em Genebra, na Suíça. Entre os assuntos abordados, Lamy falou da importância da imigração e fez análises sobre a economia mundial.
Durante a entrevista, Lamy contou que as barreiras sociais enfrentadas por estrangeiros ao entrarem na Europa, como imigrantes, representará um problema para o continente nos próximos anos: "No meu ponto de vista, a longo prazo, a Europa - que é o único continente do planeta onde a população vai diminuir nos próximos 50 anos - precisará da imigração para manter o nível de vida e sustentar os seus sistemas de proteção social", afirmou.
O entrevistado comentou as afirmações do presidente Lula, durante os últimos acordos comerciais com nações da América do Sul, de que os países emergentes devem se unir para serem tratados como potências pelos países mais ricos: "No mundo de hoje, não há mais ricos e pobres. Há ricos, países emergentes e países pobres. Por isso que países emergentes também devem reconhecer que a visão de Lula sobre isso é correta", constatou. Lamy também falou como o otimismo brasileiro colaborou com este novo status: "Hoje, quando olho para o Brasil, em comparação há 20 anos, vejo pessoas muito mais positivas que olham para o futuro", afirmou.
Pascal Lamy ainda analisou as consequências da crise econômica mundial de 2008 e disse que a iniciativa dos Estados em ajudar bancos a fugirem da falência, foi fundamental: “Se os bancos quebram, a população também quebra", ressaltou.
E ainda no programa, o diretor-geral da OMC falou de sua trajetória política, discutiu a Rodada Doha - nova negociação sobre a liberalização do comércio entre os países - e relembrou sua infância na França.

terça-feira, 16 de março de 2010

GERALDÃO EM LUTO NOS QUADRINHOS

Glauco e seu filho são mortos a tiros

Solteiro há 30 anos, o personagem Geraldão nunca teve namorada e ainda é virgem. Criado pelo cartunista Glauco Villas Boas em 1981, o cartoon conta a história de um típico solteirão, mimado por sua mãe e cheio de vícios.
Publicado na coluna Ilustrada do jornal Folha de São Paulo, Geraldão frequentemente aparece com suas duas bonecas infláveis que o ajudam a sonhar com o dia em que perderá sua virgindade, porém, sua mãe é ciumenta e não permite que ele namore com nenhuma garota. O personagem é fumante e paranóico pelo consumo de remédios e cigarro, não fosse apenas isso, é extremamente consumista e dono do hábito de andar pelado por onde quer que vá.
Geraldão constantemente deixava seus fãs ansiosos à espera da próxima história, que a partir de agora, ficará sem final. A trajetória desse personagem foi interrompida junto com a de seu criador, Glauco, 53 anos, durante a madrugada da última sexta-feira (12). Villas Boas foi surpreendido ao chegar em sua casa na cidade de Osasco (São Paulo), por um homem que se diz viciado em drogas e participar de rituais do Santo Daime. Por tentar acalmar o rapaz que tentava leva-lo a força para casa de sua mãe, acabou baleado com quatro tiros, seu filho, Raoni de 25 anos, também foi baleado, os dois morreram, deixando sua família, o personagem Geraldão e todos seus fãs órfãos.
Dono de um ácido humor, Glauco foi um dos primeiros cartunistas que auxiliaram no processo de modernização do projeto gráfico dos cartoons no período pós-ditatorial no Brasil. Em todos seus personagens, sempre trazia desenhos sutis, com traços infantis, porém com abordagens que expressavam o cotidiano e problemas enfrentados no dia-a-dia da maioria das pessoas. Querido pelos colegas de profissão, Glauco por muitas vezes associou-se com Angeli e Laerte, com quem possuía grande afinidade devido trabalharem juntos durante anos no mesmo veículo de comunicação. Os três chegaram a lançar juntos, o livro “Los três amigos”, que usavam do sarcasmo para se auto-ironizarem em espanhol.