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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Peça “Uma Espécie de Alasca” faz duas apresentações no Itaú Cultural, em SP


O projeto “Terça Tem Teatro” do Itaú Cultural apresenta nesta terça e quarta-feira, dias 5 e 6 de abril, às 20h, a peça “Uma Espécie de Alasca”, com direção de Gabriel Fontes Paiva e figurino assinado pela atriz Débora Fallabela, que estreia nessa peça a função de figurinista em sua carreira. A montagem com duração aproximada de 60 minutos foi escrita pelo vencedor do Nobel de Literatura em 2005, o ator, diretor, poeta e roteirista britânico Harold Pinter (1930-2008), conhecido como um dos principais representantes do teatro do absurdo. Seu texto foi inspirado no livro “Tempo de Despertar (Awakening), do neurologista Oliver Sacks (1933-2015), que chocou o público por reunir relatos reais de pacientes curados de estágios catatônicos de encefalite letárgica, após serem submetidos por ele a um novo tipo de medicamento    

Crises existenciais do ser humano, tratando de limites pessoais, relações familiares e moléstias do corpo e da alma são abordados em “Uma Espécie de Alasca”, que conta a história de Débora, que após 29 anos em coma devido a doença do sono, acorda com a mente de 16 anos de idade. Em paralelo, se desenrola o drama de sua irmã Paulinha e de seu cunhado, o médico Hornby, que cuidaram dela nesse período.

O elenco reúne os atores Yara de Novaes (Débora), Miriam Rinaldi (Paulinha) e Jorge Emil (Hornby). Para o diretor Gabriel Fontes Paiva: “São artistas genuínos que gostam de se aventurar em territórios ainda não explorados porque sabem que é no risco que podemos avançar mais”.

A montagem conta ainda com o trabalho do artista visual Luiz Duva (concebe o vídeo da peça), reconhecido pelo seu trabalho em vídeoarte, performance e novas mídias. Luisa Mata, que é destaque da nova MPB, e o músico reconhecido internacionalmente Jam da Silva, também empreendem pela primeira vez no teatro com músicas e arranjos.

Para a versão roteirizada do livro, Paiva considera que Pinter chegou a compreender os pacientes narrados por Sacks até mais do que sua equipe médica, segundo os próprios teriam observado quando assistiram à primeira montagem do texto em 1982, em Londres. “Isso mostra como o teatro pode mergulhar no inconsciente, resgatando de lá, sem juízo de valor, nossa mais sincera humanidade", comenta o diretor desta adaptação para o teatro brasileiro de Uma Espécie de Alasca, que agora ganha duas apresentações no Terça Tem Teatro do Itaú Cultural.


SERVIÇO
Peça: Uma Espécie de Alasca
Onde: Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149)
Horário: 20h (Chegar com antecedência para retirada dos ingressos)
Quanto: Grátis 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Paulistas enfrentam longas filas para conferir o espetáculo “Dzi Croquettes”

Longas filas com um público ansioso e empolgado. O encantamento, maquiagem, purpurina, vestidos sensuais, salto alto, pernas peludas e muita dança entram em cena. É o espetáculo "DZI Croquettes em Bandália" que desembarcou em São Paulo para três apresentações únicas que ocorreram nas noites dos dias 1º, 2 e 3 de maio. 

Essa foi a primeira passagem do espetáculo em terras paulistas desde seu lançamento, há três anos. A peça foi elaborada a partir do sucesso do premiado documentário "DZI Croquettes" (2009), dirigido por Tatiana Issa e Raphael Alvarez.

Crédito da foto: Eduardo Mate

O grupo "DZI Croquettes" formou-se nos anos de 1970, no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, sob o rigor e talento formidável do americano Lennie Dale (1934-1994). Eram ao todo 13 artistas completos que se uniram e criaram um movimento de liberdade em plena ditadura militar brasileira. O espetáculo conquistou os cariocas e posteriormente desembarcou em São Paulo, onde foram projetados nacionalmente, mas logo veio a censura. Durante o exílio os jovens "DZI" não se abalaram, seguiram adiante e encantaram de forma única a plateia da Europa. Anos depois, voltaram ao Brasil, onde houve a desintegração do grupo, mas nunca do ideal. 

Com a repercussão do documentário que retratou essa história de mais de 40 anos, três membros da formação original, Ciro Barcellos (que dirige a peça), Bayard Tonelli (que faz participação especial em cenas lúdicas), Claudio Tovar (responsável pelo figurino) e novos talentos se reuniram para fazer uma homenagem e contar uma nova história: "DZI Croquettes em Bandália". 


                                                                      Crédito da foto: Eduardo Mate

A peça mostra um grupo de jovens artistas que após assistirem ao documentário do "DZI Croquettes" se reúnem numa garagem com dois "DZI" originais para modificarem a caretice do teatro que se tornou habitual. A partir daí, como numa república, os 12 artistas vivenciam diversas situações, repletas de rituais, com dança, comédia, drama, energia, sensualidade, sapateado e música de diversos seguimentos, que passam pelo rock, samba, tango, MPB, etc. 

        Crédito da foto: Eduardo Mate

Filas quilométricas se formaram em frente ao teatro João Caetano, no bairro Vila Clementino. As apresentações foram gratuitas e fizeram parte do "Circuito São Paulo de Cultura", organizado pela Prefeitura. Foram aproximadamente 1.500 pessoas em apenas três sessões. O público era variado e não se incomodou de esperar quatro horas na fila para ficar mais próximo do palco e lotar o teatro. Aplaudidos em pé no final de cada sessão, os "DZI" foram gentis ao atender todos no final da apresentação. Muitas fotos e elogios pelo trabalho envolvente e emocionante que tocou os espectadores de diferentes idades durante os 110 minutos de espetáculo.


                                                                      Crédito da foto: Eduardo Mate

Além de Ciro Barcellos e da participação especial de Bayard Tonelli, o espetáculo contou com os atores: Bruno Gissoni (o mais recente "DZI"), Demetrio Gil, Franco Kuster, Leandro Melo, Lukas Lima, Pedro Valério, Ricardo Burgos, Rodolfo Goulart, Sonny Duque e Udylê Procópio.


                                                                     Crédito da foto: Eduardo Mate

Ao término da última apresentação, o público se questionava quando teriam a oportunidade de assistir mais uma vez ao "DZI". 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Peça sobre Joana D'Arc reestreia no Galpão do Folias, em SP


A partir do próximo sábado, 31 de janeiro, às 17h, reestreia em São Paulo, no teatro "Galpão do Folias", a peça "Folias D'Arc", mais uma produção do Grupo Folias.
Elenco da peça "Folias D'Arc" - Divulgação


A peça conta de maneira criativa, lúdica e com intervenções musicais a história sobre a vida da guerreira francesa Joana D'Arc (1412-1431). As quatro principais passagens da vida da guerreira são mostradas: sua infância, o período em que lutou na Guerra dos Cem Anos, a morte na fogueira pela inquisição (condenada pela Igreja) e, por fim, quando foi canonizada pela Igreja Católica. Aspectos polêmicos como vestimentas usadas por Joana e suas visões também são retratadas. O final da peça reserva, como de costume pelo grupo, uma interação com os espectadores pelo entorno do teatro.
As músicas cantadas pelo elenco durante o espetáculos também são regadas de emoções e pluralidade. Uma mistura de ritmos brasileiros com música francesa. Mas um dos momentos musicais mais envolventes é quando todos cantam em francês o hino da França "La Marseillaise". Abaixo versão da música do filme "Piaf, Um Hino Ao Amor" (2007).




"Folias D'Arc" é uma adaptação coletiva da obra do autor paulista Timochenco Wehbi (1943-1986), "As Vozes da Agonia" e possui direção cênica e musical de Dagoberto Feliz. Elenco: Alex Rocha, Cel Oliveira, Debora Raquel, Gisele Valeri, Helder Mariani, Katia Naiane, Laruama Alves, Marcella Vicentini, Marcellus Beghelle, Paloma Rocha, Rafaela Penteado, Rafael Passos, Rodrigo Scarpelli, Saryda Andara, Silmara Deon, Suzana Aragão e Tarcila Tanhã.

Serviço:
Sábados e domingos, às 17h (até 1º de março de 2015), no Teatro Galpão do Folias, na rua Ana Cintra, nº 213, no centro de São Paulo, próximo ao metrô Santa Cecília. Ingressos: R$ 40,00 (inteira)/ R$ 20,00 (Meia-Estudante)/ R$ 10,00 (moradores da região). Mais infos: (11) 3361-2223

sexta-feira, 19 de junho de 2009

ESTUDANTE TRADUZ IDENTIDADE SOCIAL NA PRODUÇÃO DE GIBIS

Revista surpreende público com capa e abordagens polêmicas

Misturando histórias em quadrinhos, aprendizado, cotidiano de pessoas, comércio e arte, o estudante de design Láion Pessoa, 19 anos, apresenta uma proposta diferenciada a população dos principais pontos da cidade de São Paulo.

Recém chegado na capital paulista, o baiano Láion acredita que sua principal inspiração para desenvolver as histórias de sua revista em quadrinhos está na própria experiência de convívio e adaptação na realidade de uma metrópole com as proporções de São Paulo “Salvador é de uma outra espécie de urbanidade, uma outra espécie de construção. É muito diferente mesmo”, disse o jovem.

Sua revista tem o nome de Giboia e, a primeira edição saiu no mês de abril trazendo temas adultos, polêmicos e com uma capa provocativa, que traz a ilustração de um pênis. Esse gibi tem como foco a crítica sobre a banalização do cotidiano das pessoas. A proposta já adquiriu seguidores, que agora também fazem parte do processo de criação da revista.

A comercialização é feita nas ruas, em pontos de grande movimento de pessoas e com local propicio ao tema do gibi. Para atrair a atenção, o jovem Láion Pessoa se caracteriza e aborda as pessoas fazendo um convite a leitura de uma revista diferenciada e a preço popular. “Eu me monto para vender e, a montagem não está separada do projeto da revista, não pode estar”, informou Láion.

Para produzir a Giboia, o jovem pensou em criar características brasileira que remetam uma identidade ao gibi nacional, assim como Comix nos EUA e os famosos Mangás no Oriente. Todo financiamento para produção da revista é custiado pelo próprio Láion, que conta apenas com espaço cedido pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP para a elaboração das produções gráficas em laboratórios específicos.

Mesmo enfrentando algumas dificuldades na viabilização do projeto, o jovem acredita na importância de escrever suas visões sobre o homem e a vida moderna “é a vida das pessoas hoje, é a cidade, e eu não acho que faça sentido trabalhar em algo descolado da vida”, afirmou Láion.


Saiba Mais: revistagiboia.blogspot.com