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segunda-feira, 30 de junho de 2014

REFLEXÃO E PENSAMENTOS: Mistério não tão misterioso

Tudo acontece... Até que a revelação de que o mistério já não é mais tão misterioso, mas, sim, observado, desvendado e notado. As atitudes não dizem ou respondem a compreensão dos acontecimentos. Hora perto demais... confortável demais... assim, na medida certa. Horas desperto para o limite que impõem distâncias, disfarçados de medos, risos e desculpas. Juntos somamos, descobrimos, ganhamos, amamos... Sonhos. Sonhos que pensam e viajam em ideias e vontades. Características, similaridades e diversidade. Qual o mistério que ronda o mistério já desvendado por você? Qual o limite que te barra? De que vale isso agora? Tanto tempo... cabe apenas conformar e ir... sutilmente. Sair e se despedir silenciosamente apenas com a companhia de lágrimas... ir e observar o quarto, rosto, porta-retrato, toalha, cabide vazio... cada detalhe antes de bater a porta. A despedida sem adeus do silêncio vazio e oco, mas cheio de respostas. (AUTORIA: Eduardo Mate). 

Leia escutando a música 'Menino Bonito' de Rita Lee:

segunda-feira, 19 de maio de 2014

REFLEXÃO E PENSAMENTOS: Como um empréstimo

Descobertas ou equívocos dos sentimentos me fazem ficar em dúvida, não sobre o amor, mas sobre a coragem em dizer e fazer aquilo que sinto. Um impulso me joga frente a sensações confusas, talvez motivadas por frases e questões levantadas por aqueles ao meu redor. Os medos de lições do passado às vezes voltam para mostrar que o dever ainda não foi completamente terminado. Cadê a segurança? Cadê a autoconfiança? A alegria e positivismo deveria sempre tomar conta do meu interior... mas ainda é uma lição. Será que o exterior conta mais que o interior? Sim, pois o nosso exterior conseguimos mudar com academia, alimentação e roupas, mas o interior... esse é único. Às vezes nem nos damos conta o quão prazeroso pode ser viver com alguém... embora seja importante não depender de ninguém. Contraditório. Estar vivo é estar diante de situações confusas, onde aquilo que é extremamente fácil pode se tornar complicado... simplesmente por que o ser humano é complicado! Nesses momentos eu deito com a minha imaginação de sonhos e busco uma canção... uma melodia que traduza o que eu sinto, o que eu gostaria de dizer e não tenho coragem, o que eu gostaria que me dissessem... e é nesse momento, meio que como um empréstimo, que a alegria, a dor e a esperança se unificam... eis aí a nossa canção! (Autoria: Eduardo Mate).

Leia escutando a música 'The Way You Look Tonight' de 'Rod Stewart':

sexta-feira, 16 de maio de 2014

REFLEXÃO E PENSAMENTOS: Laços

Crescemos e envelhecemos, muitas histórias e vivências, encontros e desencontros, idas e vindas. Em meio a tudo isso é inevitável os laços que desenvolvemos com a vida. Laços que as vezes são fortes, as vezes são fracos, as vezes são... Quando nos isolamos em uma caixa de sombras de angustias e medos estamos amarrados com os laços dos sentimentos. Alegrias, momentos belos, um banho de cachoeira... laços de memória que nos fazem soltar um riso de alivio em meio a tormenta. O que dizer sobre os laços dos nossos sonhos, quando deitamos e viajamos numa realidade agradável como uma canção, uma peça de teatro, uma história com final feliz pra todas as partes. Desencontros... acordamos e estamos em meio a relacionamentos, com diferentes tipos de laços. Nossa família, amigos, colegas, amores e até inimigos... cada laço é único. Apesar de sermos seres únicos não estamos sós, fazemos nossos laços para compartilhar amor, expectativas, frustrações e fortalecimentos mútuos. Duas pontas formam o laço bem feito, forte e bonito. Depende apenas da intensidade, da entrega e da leveza pra que esses laços não se soltem com os desencontros do crescimento. Cultive seus laços com leveza e amor, eles são únicos. Podemos fazer vários laços nessa vida, mas os melhores são raros, belos e agradáveis de serem cultivados. (Autoria: Eduardo Mate).

Leia escutando a música 'Boa Sorte' de 'Vanessa da Mata':


sábado, 1 de outubro de 2011

ENTREVISTA: TERAPEUTA FALA SOBRE HOMOFOBIA

Na foto: Edith e seu filho caçula/ Crédito: Reprodução
 A terapeuta e especialista em diversidade sexual Edith Modesto concedeu entrevista para o jornalista Eduardo Mate. Edith é fundadora do GPH (Grupo de Pais de Homossexuais) - grupo que tem intuito de ajudar mães a lidar com a revelação de que possuem um filho gay - e criadora do Projeto Purpurina - grupo de jovens que se reúnem mensalmente para discutir assuntos relacionados a sexualidade. A entrevistada também é autora de livros que abordam a temática gay, como o livro: "Mãe sempre sabe? Mitos e verdades sobre pais e seus filhos homossexuais". Na entrevista, Modesto fala sobre homofobia e problemas sociais. 

Eduardo - Existe Homofobia?
Edith - Existe, e como! Dependendo de como você entenda, até os próprios homossexuais, muitos deles, são homofóbicos. Amigo, o preconceito é introjetado em todos nós, desde que nascemos. E se livrar dele é dificílimo! Preconceito gruda mais do que chiclete no cabelo!

Eduardo - Qual a definição para uma pessoa homofóbica?
Edith - É homofóbica a pessoa que não aceita que a homossexualidade seja uma orientação sexual tão natural quanto a heterossexualidade.

Eduardo - Qual a diferença entre homofobia, preconceito e discriminação?
Edith - Pode-se pensar em uma gradação de homofobia. Preconceito é do plano das ideias. Discriminação já é um fazer. Assim, discriminação é a concretização do preconceito.

Eduardo - O que é Homossexualismo? 
Edith - Não se fala mais homossexualismo, porque a terminação em 'ismo' implica em doença, como estrabismo. Esse termo é do tempo em que se achava que homossexualidade era deonça física ou psicológica. Sabe-se hoje que homossexualidade é um tipo de orientação sexual, pela qual a pessoa se sente atraída afetivamente e sexualmente por alguém do mesmo sexo que ela.

Eduardo - Como os homossexuais costumam se ver: como pessoas normais ou como pessoas que fogem da 'normalidade'? 
Edith - Como já disse, há homossexuais homofóbicos. Eles têm auto-preconceito e tem de passar por um processo de auto-aceitação. No final desse processo, se consideram pessoas como quaisquer outras. São diferentes da maioria somente no tipo de orientação sexual.

Eduardo - Os pais de homossexuais vêm a homossexualidade como doença? 
Edith - Os pais também passam por um processo de aceitação de seus filhos. Nas primeiras fases do processo, muitos pensam que a homossexualidade é uma doença. Quando adquirem mais conhecimento sobre a homossexualidade vêem que não é, que a homossexualidade é uma condição espontânea e natural.

Para informações sobre o GPH ou Projeto Purpurina, acesse: http://www.gph.org.br/