sexta-feira, 19 de junho de 2009

ESTUDANTE TRADUZ IDENTIDADE SOCIAL NA PRODUÇÃO DE GIBIS

Revista surpreende público com capa e abordagens polêmicas

Misturando histórias em quadrinhos, aprendizado, cotidiano de pessoas, comércio e arte, o estudante de design Láion Pessoa, 19 anos, apresenta uma proposta diferenciada a população dos principais pontos da cidade de São Paulo.

Recém chegado na capital paulista, o baiano Láion acredita que sua principal inspiração para desenvolver as histórias de sua revista em quadrinhos está na própria experiência de convívio e adaptação na realidade de uma metrópole com as proporções de São Paulo “Salvador é de uma outra espécie de urbanidade, uma outra espécie de construção. É muito diferente mesmo”, disse o jovem.

Sua revista tem o nome de Giboia e, a primeira edição saiu no mês de abril trazendo temas adultos, polêmicos e com uma capa provocativa, que traz a ilustração de um pênis. Esse gibi tem como foco a crítica sobre a banalização do cotidiano das pessoas. A proposta já adquiriu seguidores, que agora também fazem parte do processo de criação da revista.

A comercialização é feita nas ruas, em pontos de grande movimento de pessoas e com local propicio ao tema do gibi. Para atrair a atenção, o jovem Láion Pessoa se caracteriza e aborda as pessoas fazendo um convite a leitura de uma revista diferenciada e a preço popular. “Eu me monto para vender e, a montagem não está separada do projeto da revista, não pode estar”, informou Láion.

Para produzir a Giboia, o jovem pensou em criar características brasileira que remetam uma identidade ao gibi nacional, assim como Comix nos EUA e os famosos Mangás no Oriente. Todo financiamento para produção da revista é custiado pelo próprio Láion, que conta apenas com espaço cedido pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP para a elaboração das produções gráficas em laboratórios específicos.

Mesmo enfrentando algumas dificuldades na viabilização do projeto, o jovem acredita na importância de escrever suas visões sobre o homem e a vida moderna “é a vida das pessoas hoje, é a cidade, e eu não acho que faça sentido trabalhar em algo descolado da vida”, afirmou Láion.


Saiba Mais: revistagiboia.blogspot.com

segunda-feira, 15 de junho de 2009

LUCIANO NASSYN ESTÁ DE VOLTA COM CD BATIZADO DE UM ALGO ALÉM

Fenômeno na internet, com mais de quatro milhões de acessos no MySpace, Luciano trás um CD de pop-rock com todas as composições autorais e um ótimo arranjo.
A canção Luana apresenta o velho e conhecido formato que sempre funciona e, já fez sucesso em várias outras bandas, onde à estrela principal da canção, principalmente no refrão é o nome de uma garota. Já na música O que restou de nós, apresenta uma levada de rock misturada com uma letra que entusiasma o ouvinte.
Em Um algo além, música que nomeia esse novo trabalho, o cantor mostra uma balada romântica com som muito agradável, o que destaca sua voz, transmite muita emoção e também sua maturidade musical .
Luciano continua com toda a força do He-man, ele que pertenceu ao grupo Trem da Alegria onde vendeu mais de 10 milhões de cópias na década de 80. Apesar de mais velho e com um novo visual, o bom humor e o carisma continuam os mesmos.
O CD traz uma agradável surpresa secreta. Para escutar, basta ouvir até a última canção e não desligar o aparelho de som no término da música, pois, após alguns instantes inicia-se uma rápida imitação do apresentar Silvio Santos feita pelo próprio Luciano Nassyn.
Com produção de Fernando Nunes que já atuou com nomes como Cássia Eller e Zeca Baleiro, o CD também conta com a participação de Gilmelândia na canção Vê se olha pra mim.

Artista: Luciano Nassyn
CD: Um Algo Além
Gênero: Pop-Rock
Ano: 2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

FAMÍLIAS HOMOAFETIVAS PODEM ADOTAR?

Na véspera da 13ª Parada do Orgulho LGBTS que deve atrair 3,5 milhões de pessoas, assuntos como adoção por casais gays ainda geram muita polêmica.

Quando se fala em solidariedade e ajuda ao próximo, o brasileiro sempre é referência no assunto. Campanhas que envolvem boas ações, companheirismo e o sonho de um futuro melhor sempre são bem recebidas pela sociedade, que se empenha ao máximo para a concretização de um Brasil mais justo.
No entanto, estima-se que no Brasil existam mais de 80 mil crianças que moram em abrigos. A investigação da possibilidade de reinserí-las nas próprias famílias, muitas vezes impedem uma definição para seu futuro, o que muitas vezes reapresenta no crescimento nas próprias instituições sem saber o que é ter um pai ou uma mãe. Do ponto de vista jurídico, adotar é um procedimento legal que visa transferir os direitos e deveres de pais biológicos para uma família substituta.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não faz restrição quanto à opção sexual do adotante. A adoção será permitida desde que apresente reais vantagens para o adotando e ofereça ambiente familiar adequado. Porém, a Constituição Brasileira não reconhece o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Neste caso, apenas uma das pessoas do casal homossexual poderá assumir a paternidade adotiva da criança ou adolescente.
A justiça coloca muitas vezes questões éticas religiosas para tomar decisões em relação a este assunto, porém acaba esquecendo de analisar o que será melhor para aquela criança, e também qual a sua opinião sobre a questão. Será que deixá-las em um orfanato seria o melhor a fazer? - Muitas vezes as crianças que estão em orfanatos são rejeitadas por pais heterossexuais e pela sociedade que não tem interesse na adoção por fatos pequenos como a idade, cor, ou traumas psicológicos diversos.
As famílias homoafetivas, normalmente não se preocupam com esse tipo de detalhe e querem apenas expor seu amor a um ser humano. Por isso vemos que todas as crianças que conseguiram ser adotadas ou que convivem com pais homossexuais são felizes e, muitas vezes possuem uma ótima situação socioeconômica.
No âmbito escolar, não existe grandes problemas com a aceitação dessa formação de família, pois esse não é um motivo de vergonha para a criança que se sente segura com o amor prestado pelos pais. Porém, o preconceito pode sim ocorrer, mas esse somente tem início na cabeça dos adultos que não conseguem diferenciar a criação de uma criança, à homossexualidade dos pais. Para essas pessoas, se a criança que possui apenas mãe, ou vive em algum orfanatos pode ser influenciada em sua opção sexual.
Estudos apontam que não existe influência na sexualidade da criança ou adolescente, ainda mais pelo fato de que a homossexualidade não é doença – a própria ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece internacionalmente através de sua entidade OMS (Organização Mundial da Saúde), que homossexualidade não pode ter uma terminação em “ismo”, o que implica em doença e não em opção sexual.
O reconhecimento da formação familiar dos homossexuais fica cada vez mais conhecida, pesquisa revela que 58% dos brasileiros se declaram homofobicos (pessoas que são radicalmente contra os gays), no entanto medidas políticas vem sido tomadas, como exemplo vemos leis que criminalizam a homofobia e que legalizam de uma vez por todas a união civil entre homossexuais, ações que mostram o avanço na aceitação e desenvolvimento social.
A família homoafetiva é capaz de desenvolver a educação em seus mais diversos aspectos, e não gera influências ruins para uma criança em fase de formação. Apenas auxilia e permite um maior acesso aos sentimentos dos filhos e uma maior proximidade na relação familiar.


Veja vídeo do menino Terence, que canta uma música em homenagem a seus tem dois pais: